Archive for the ‘Ambiente / Ciências’ Category

molecula.jpgUm dos mais mortais

Os cientistas conseguiram isolar uma molécula que ajuda a distinguir o tecido canceroso do pâncreas.

Cientistas norte-americanos identificaram uma molécula que poderá ajudar a diagnosticar e a tratar melhor o cancro do pâncreas, que apresenta uma das maiores taxas de mortalidade.

Os investigadores, da Universidade de Ohio, descobriram uma forma de diferenciar o cancro do pâncreas do tecido não canceroso e assinalar os pacientes com possibilidades de sobreviver mais de dois anos.
Durante o estudo, publicado no “Journal of the American Medical Association”, foram examinadas células do cancro pancreático para identificar no seu interior moléculas minúsculas chamadas microRNA (miRNA).
Aparentemente certos níveis destas moléculas podem ajudar a distinguir o cancro do pâncreas do tecido vizinho não canceroso e do tecido pancreático inflamado.
“As nossas descobertas sugerem que as moléculas miRNA poderiam ajudar a detectar a doença antes e a diferenciá-la das condições não cancerosas”, disse o responsável pelo estudo, Mark Bloomston, professor assistente de Cirurgia no James Cancer Hospital de Ohio e no Solove Research Institute.
“Podemos também prever que pacientes poderão recuperar melhor ou pior, segundo os seus níveis de miRNA”, acrescentou. “Era precisamente essa relação com a possibilidade de sobrevivência o que faltava saber sobre o cancro do pâncreas”.
Para esta investigação, Bloomston e os colegas examinaram amostras de tumores de 65 pacientes com adenocarcinoma do pâncreas, a forma mais comum do cancro pancreático.
O número de mortes por esta doença é quase idêntico ao de casos diagnosticados, por ser difícil de diagnosticar precocemente e porque o seu tratamento tem contado com poucos avanços nos últimos anos.
Em Portugal surgem 300 a 400 novos casos por ano, atingindo mais homens do que mulheres.

[(c)Público – 02.05.2007]

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A Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) criticou hoje o que designa por “irreversibilidade e subversão” na escolha da Ota para a localização do novo aeroporto de Lisboa.

A CPADA classifica, em comunicado hoje divulgado, de “irreversibilidade” a decisão da construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota antes de ter sido iniciado o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, cuja decisão – Declaração de Impacte Ambiental – tem carácter vinculativo.

A confederação recorda que a Ota é uma “zona húmida classificada pelo Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) como Área Nuclear para a Conservação da Natureza e Corredor Ecológico”.

Existe um projecto de uma “mega cidade aeroportuária na órbita da Ota, a ser desenvolvido pela consultora Augusto Mateus e Associados, numa área de 1700 hectares e que passará pela reclassificação de solos agrícolas em industriais”, acrescenta.

A opção pela Ota foi feita “por comparação única e insuficiente com a alternativa de Rio Frio, quando nos anos 90 foram apresentadas 12 alternativas possíveis”, incluindo a ampliação do aeroporto da Portela.

“Subversivamente, na hora da tomada de decisão foram apresentados apenas dois Estudos Preliminares de Impacte Ambiental (EPIA) – o da Ota e de Rio Frio”, acrescenta a nota de imprensa da CPADA, que se apoia em informações facultadas por Elisa Ferreira, ministra do Ambiente no governo de António Guterres.

A CPADA refere, a propósito, as conclusões da Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental, em 1999, sobre os EPIA da Ota e Rio Frio, de acordo com as quais alguns aspectos haviam tido “uma abordagem deficiente”, necessitando de “estudos mais adequados à fase de selecção de alternativas”.

Em causa estariam os recursos hídricos, a economia local e regional, as comunidades e a fragmentação de habitats, o risco de colisão de aeronaves com aves, a casualidade sísmica, o património arqueológico, o ruído e a qualidade do ar.

A CPADA manifesta ainda o seu descontentamento por não ter sido convidada para o almoço com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, realizado no passado dia 24, uma vez que “tem vindo a tomar posições sobre este assunto desde 1998”.

A Confederação integra cerca de 110 associações de defesa do ambiente e organizações não governamentais de ambiente (ONGA) de cariz nacional, regional e local, é membro do European Environmental Bureau (federação de organizações ambientalistas da Europa), tem representação junto do Conselho Económico e Social e gere o processo de representação das ONGA em organismos públicos.

[(c)Lusa/Público – 30.04.2007]

lobos.jpgExperiência estava a ser investigada – Não houve manipulação de resultados sobre os primeiros lobos clonados

Afinal, o nascimento de clones de lobo cinzento anunciado no mês passado por uma equipa sul-coreana não é ficção, anunciou um painel de investigadores independentes.

Este anúncio surge na sequência de dúvidas que pairavam sobre o trabalho da equipa da Universidade Nacional de Seul, coordenada por Lee Byeong-chun que, segundo foi relatado, tinha pedido para corrigir alguns dados do artigo. O trabalho, publicado numa revista internacional científica chamada “Cloning and Stem Ceels”, foi acusado de conter dados manipulados.
A clonagem dos dois lobos cinzentos coreanos (uma espécie em vias de extinção) chamados Snuwolf and Snuwolffy só foi anunciada este ano, apesar de a equipa ter anunciado que os clones nasceram em 2005.
Esta equipa (então coordenada por Hwang Woo-suk) já tinha estado debaixo de forte polémica quando, em Dezembro de 2005, se descobriu que o anúncio da diferenciação de células estaminais em laboratório apresentava falhas científicas, técnicas e éticas, que fizeram com que o artigo tivesse de ser retirado.
A mesma equipa conseguiu criar o primeiro clone de um cão, chamado Snuppy, anunciado em 2005.

[(c)Público – 30.04.2007]

exploracao_nasa.jpgMoscovo considera que a NASA tem falta de peritos – A Rússia vai colaborar com a NASA para transportar carga para a Estação Espacial Internacional.
O director da agência espacial russa revelou que os Estados Unidos rejeitaram uma proposta de Moscovo para a exploração conjunta da Lua, noticiou a agência Interfax.Em Dezembro do ano passado, a NASA anunciou que planeia construir num dos pólos da Lua, a partir de 2024, uma base internacional permanentemente habitada.
Posteriormente fontes da agência espacial russa Roscosmos manifestaram a sua esperança numa colaboração com o programa da NASA através da tecnologia e da experiência da Rússia.
Porém, segundo a agência Interfax, o chefe da Roscosmos, Anatoli Perminov, disse que os Estados Unidos rejeitaram a oferta.
“Estamos prontos a cooperar, mas os Estados Unidos anunciaram que vão desenvolver o programa sozinhos”, disse Perminov, citado pela Interfax. “O que é estranho, porque os Estados Unidos têm falta de peritos para aplicar o seu programa”, acrescentou o responsável russo.
Rússia assina contrato com a NASA
Por outro lado, Perminov anunciou que a Rússia assinou um contrato de mil milhões de dólares (730 milhões de euros) com a NASA para o transporte de carga em naves russas até à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla original) nos próximos três anos, num sinal da competitividade dos serviços espaciais russos.
“Se não fôssemos competitivos, não seriam assinados contratos como este”, notou Perminov.
As naves espaciais russas têm assegurado o transporte regular de carga e de astronautas até à ISS, em particular desde a suspensão dos voos dos vaivéns norte-americanos na sequência do acidente do Columbia, em 2003.
Após a conclusão do programa dos vaivéns, em 2010, a NASA planeia regressar à Lua num novo veículo.

[(c)Público – 30.04.2007]