Governadora não esconde militância

lisboa.jpgQuando convocou as eleições intercalares de Lisboa para 1 de Julho, Adelaide Rocha estava longe de imaginar o imbróglio em que se veria metida. A marcação da data, ao inviabilizar a formação de coligações, mereceu o ‘chumbo’ do Tribunal Constitucional (TC) e obrigou a governadora civil de Lisboa a emendar a mão, adiando as eleições para 15 de Julho. A desautorização do TC, associada à presença de Adelaide Rocha no lançamento da candidatura de António Costa, fortaleceu a tese segundo a qual a governadora civil – nomeada pelo mesmo António Costa enquanto ministro da Administração Interna – havia forçado a primeira data para impedir que independentes (como Roseta ou Carmona) fizessem ‘mossa’ aos candidatos partidários.Os mais próximos colaboradores de Adelaide Rocha contrariam o que denominam “versão caluniosa”: 1 de Julho foi a data acolhida pela generalidade dos partidos, como se comprova pelas declarações dos seus representantes à saída do Governo Civil. O Governo, por sua vez, não viu com bons olhos que a governadora tenha auscultado Helena Roseta – nessa altura apenas uma “putativa candidata” -, classificando esse gesto como um “erro grosseiro”.

Maria Adelaide Torradinhas Rocha, de 58 anos, não dá grande importância às críticas que lhe são endereçadas de parte a parte. O currículo profissional e o prestígio que granjeou na área da Cultura tornaram-na praticamente imune às tricas partidárias. Ainda não tinha 30 anos quando foi promovida a directora-geral do Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ). Em 1983, foi chamada pelo então ministro da Cultura, Coimbra Martins, para sua adjunta. Em 91, integrou o Comissariado para a Europália, em 92 esteve ligada à Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, em 94 foi administradora financeira de Lisboa-Capital Europeia da Cultura, transitando em 96 para a administração do Centro Cultural de Belém, sob a presidência de Fraústo da Silva, onde esteve até 2004. Militante do PS desde os anos 70, considera que, enquanto cidadã, tem o direito de apoiar publicamente o candidato do seu partido.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 1º Caderno – 26.Maio.2007]
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