UGT acusa Governo de ter políticas do “quero, posso e mando”

ugt.jpgLoures – Proença saudou o acordo de concertação social para a subida do salário mínimo.

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), João Proença, responsabilizou hoje o Governo pelo “caos” na administração pública e por seguir atitudes numa lógica do “quero, posso e mando”, num discurso do 1º de Maio perante cerca de mil pessoas, em Loures.

João Proença manifestou-se preocupado com a existência de “um desempregado em cada nove trabalhadores”.
O combate ao défice “tem sido feito à custa dos salários, das pensões e do investimento público, o que faz com que Portugal esteja cada vez mais longe da média europeia”.
Além da estratégia financeira do executivo socialista, o líder da UGT criticou a atitude do poder socialista em relação aos sindicatos na definição das suas políticas.
“Não são aceitáveis políticas do quero, posso e mando. É inaceitável que se confundam direitos dos trabalhadores com privilégios”, apontou, antes de advertir o executivo para o carácter essencial da existência de serviços públicos com qualidade e de criticar a actual reforma da administração pública.
“O que temos hoje na administração pública é o caos generalizado na organização de cada serviço. Assiste-se também a uma ameaça generalizada aos trabalhadores de passarem para o quadro de mobilidade. Basta que não agradem ao seu chefe”, denunciou.
Ainda ao nível do Plano de Reestruturação da Administração Central (PRACE), o secretário-geral da UGT atacou o Governo pela “ausência de critérios objectivos” em relação aos trabalhadores que vão passar para o quadro da mobilidade.
Na sua intervenção, Proença saudou o acordo de concertação social para a subida do salário mínimo, assim como os resultados do combate à fraude fiscal e na Segurança Social.
“Mas não aceitamos que a única inspecção que não é reforçada seja a do trabalho. Até parece que os trabalhadores são a última prioridade deste Governo”, apontou o secretário-geral da UGT.
Na sua intervenção, João Proença queixou-se ainda que os resultados da produtividade não sejam repartidos com equidade, prejudicando os trabalhadores, e garantiu que a sua central sindical se baterá “contra todas as formas de discriminação”.
“Perante as campanhas da extrema-direita, a UGT é solidária com a população imigrante. Dizemos aos imigrantes obrigado pelo que contribuem para a riqueza do país e condenamos os empresários desonestos que os exploram”, declarou João Proença.
No que respeita à legislação laboral, Proença referiu que a UGT é a favor de uma “adaptabilidade negociada por via da contratação colectiva.
“Mas a UGT não aceita vazios na negociação colectiva – este é um aviso aos empregadores. E dizemos ao Governo que não aceitamos uma lei dos despedimentos individuais contra a Constituição da República” sublinhou o secretário-geral da UGT.

[(c)Público – 01.05.2007]

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