CGTP elege 2007 como ano de combate à precariedade laboral

cgtp1.jpgEntre 40 a 70 mil pessoas nas comemorações do 1º de Maio

O secretário-geral da CGTP elegeu 2007 como o “ano de combate à precariedade laboral” e apelou à participação de todos os trabalhadores nesta luta. Entre 40 a 70 mil pessoas participaram nas comemorações do 1º de Maio organizadas pela central sindical em Lisboa, um primeiro teste à greve geral do próximo dia 30.

“Vamos todos fazer uma grande greve geral, pois existem muitas e fortes razões para isso”, desafiou Carvalho da Silva, no final do desfile que ligou o estádio universitário à alameda da Universidade, sublinhando que a elevada participação nas comemorações de hoje indicia que a paralisação no final deste mês será um êxito.
Dados avançados pela PSP indicam que cerca de 40 mil pessoas acorreram ao desfile de hoje, enquanto os dirigentes sindicais calculam em mais de 70 mil o número de participantes.
Num discurso muito crítico do Governo, Carvalho da Silva lembrou a promessa feita por José Sócrates na última campanha eleitoral, quando anunciava a criação de 150 mil postos de trabalho até ao final da actual legislatura. “Pela primeira vez, temos uma taxa de desemprego superior à média europeia”, acusou, lembrando que mais de 50 por cento são desempregados de longa duração e a maioria dos empregos criados são precários”.
Num discurso que não esqueceu a reforma da Administração Pública e os funcionários sob ameaça de passarem ao quadro de excedentários, o dirigente sindical foi particularmente crítico com o Presidente da República, acusando-o de “hipocrisia”, por ignorar os problemas do trabalho. “Como é possível fazer um roteiro da inclusão sabendo que um terço da pobreza em Portugal é oriundo de pessoas que têm trabalho e não discutir isso”, questionou.
Carvalho da Silva explicou que a greve geral foi marcada para dar voz aos protestos, exigências e aspirações dos trabalhadores e responder às políticas do Governo e à postura de “um patronato que persiste em resolver os problemas da competitividade das empresas à custa da maior exploração dos trabalhadores”.
“Ou os trabalhadores e os portugueses se mobilizam ou as políticas de agressão aos seus direitos e interesses se aprofundarão”, disse Carvalho da Silva aos manifestantes, quando a chuva teimava já em cair.
A “luta contra a precariedade laboral é uma luta de todos trabalhadores”, com ou sem vínculo definitivo, que deverão estar unidos no combate “por um modelo diferente de desenvolvimento económico para o país”.

[(c)Público – 01.05.2007]

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