CGTP aproveita Dia do Trabalhador para promover ‘‘uma grande greve geral”

Apesar da chuva, 70 mil manifestantes em Lisboacgtp.jpg

Naquele que pode ser o seu último 1º de Maio à frente da Intersindical, Carvalho da Silva nem falou de liderança. A hora é de mobilização para a greve geral. Carvalho da Silva poderá fechar um ciclo de duas décadas, com uma maciça greve geral no dia 30 de Maio.

Eram 70 mil, segundo a organização do desfile da CGTP. Menos 20 mil, segundo cálculos da PSP. Contudo, suficientes para Carvalho da Silva mostrar o seu contentamento perante uma multidão de resistentes à chuva e ao frio que se abateu sobre Lisboa, mal a manifestação chegou ao seu destino.

A Alameda da Universidade estava composta, mas longe de comportar uma manifestação extraordinária. ‘‘Estamos determinados a fazer uma grande greve geral”, repetia ao longo de cinco páginas de discurso o dirigente máximo da CGTP.

Carvalho da Silva, enumerou os vários problemas, falou da crise, do desemprego, na perda de direitos dos trabalhadores, num longo rol de queixas que justificam o recurso à forma máxima de luta.

Próximo objectivo: Greve geral

A menção a Cavaco Silva e ao seu roteiro da inclusão, ou a referência a Durão Barroso a propósito da ‘‘dinâmica neoliberal da UE’’ levaram às únicas vaias da assistência que, aliás, procurava mais abrigo para a chuva do que conforto nas palavras do líder.

‘‘Esta greve geral não é de uma só causa. Tem muitas razões de protestos e vários motivos para dizer basta’’, sublinhou aos manifestantes. Naquele que poderá ser o seu último discurso no 1º de Maio, como dirigente da Inter — (o Congresso da organização está marcado para Fevereiro do próximo ano e adivinha-se a substituição do seu líder dos últimos 20 anos) — Carvalho da Silva nem falou de liderança.

A hora é de clara mobilização das tropas para o embate da greve geral, convocada para o próximo dia 30. O facto da UGT se ter afastado definitivamente da iniciativa, nem sequer foi mencionado. Ao “Jornal de Notícias”, Carvalho da Silva tinha deixado o seu recado a João Proença: ‘‘a direcção da UGT funciona como lóbi do poder’’ e posiciona-se ‘‘como se fosse primeiro-ministro”

[(c)Expresso – 01 MAI 07]

Anúncios



    Deixe uma Resposta

    Please log in using one of these methods to post your comment:

    Logótipo da WordPress.com

    Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

    Imagem do Twitter

    Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

    Facebook photo

    Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

    Google+ photo

    Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

    Connecting to %s



%d bloggers like this: