Arquivo de Março, 2007

carros_queimados.jpgVISEU – A madrugada de segunda-feira foi agitada na Quinta da Longra, junto à Estação Agrária. Três carros foram incendiados, ficando 2 deles totalmente destruídos. A PJ de Coimbra, que está a investigar o caso, não avançou resultados. Já os moradores, que estão a viver um “sentimento de medo”, denunciam “um grupo de miúdos” que “há muito tempo” se concentra na zona e “faz barulho durante toda a noite”.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

parto.jpgPARTO – Só este mês, 3 parturientes da Figueira da Foz tiveram os filhos fora dos blocos de parto. O último é o caso de um bebé que nasceu quinta-feira de manhã, numa garagem de Buarcos, enquanto a mãe aguardava a chegada dos bombeiros para ir para a maternidade. Os dois partos anteriores ocorreram em ambulâncias, a caminho de Coimbra.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

site_be.pngSUSPEITA – O presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra de Magos, João Nunes, foi constituído arguido por suspeitas de dinheiro resultante da facturação de combustível. O vice-presidente da autarquia, João António Abrantes, é já arguido num processo por difamação, enquanto a presidente, Ana Ribeiro, é arguida em dois processos. Todos foram eleitos nas listas do Bloco de Esquerda.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

cavacos1.jpgO Presidente da República não suscitou a constitucionalidade da lei do aborto. O prazo de envio ao Tribunal Constitutional terminou ontem, mas Cavaco dispõe ainda de 12 dias para tomar uma decisão final, mantendo-se em aberto as hipóteses de promulgação ou veto do diploma.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

castbranco.gifCASTELO BRANCO – A cadeia localizada no antigo Convento de Santo António vai mudar de género: deixa de ser feminina e passa a ser masculina. Ou seja, receberá ainda este ano homens detidos na cadeia regional (estava prevista para 31 pessoas, mas estão lá 54), enquanto as 42 reclusas actuais vão para Tires ou Santa Cruz do Bispo, conforme a sua área de residência.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

CONTROLO – A Porsche o mais lucrativo construtor de automóveis do mundo, está na iminência de ganhar o controlo do maior fabricante de veículos da Europa, ao anunciar o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das acções da Volkswagen, ao preço de 100,92 euros por título.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

portug2_s.jpgMULTAS – A nova Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária vai passar a centralizar as multas de trânsito, substituindo assim as atribuições da extinta DGV respeitantes às políticas de prevenção e segurança rodoviária e de processamento de contra-ordenações.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

ajose.jpg

A divulgação dos rendimentos dos deputados através do site da Assembleia da República é uma das propostas do socialista António José Seguro para reformar o Parlamento. O estudo vai agora ser discutido pelos grupos parlamentares.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

caldas_transporte.jpgCALDAS DA RAINHA – O consórcio de transportes urbanos vão alargar a frota de dois para quatro autocarros para alargar os itinerários e a frequência do serviço. Neste negócio, as receitas dos bilhetes revertem para a autarquia, que paga uma taxa fixa ao consórcio. A exploração é deficitária pois os preços ficam muito abaixo dos custos, assumindo a Câmara o défice para aumentar a mobilidade na cidade. Este projecto é idêntico aos de Alcobaça, Torres Novas, Almeirim e Cartaxo, onde a cobertura das despesas pelas receitas é inferior a 40%.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

bial.jpgDIABETES – O investigador belga Daniel Pipeleers recebeu, quarta-feira, das mãos do Presidente da República, Cavalo Silva, o Grande Prémio BIAL de Medicina 2006, no valor de 150 mil euros. Intitulado “Tratamento da Diabetes com Células Beta“, o trabalho foi desenvolvido em conjunto com outros dois investigadores belgas: Bart Keymeulen e Zhidong Ling. 

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

ministro_saude1.jpgENCERRAMENTO – O fim dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) nos centros de saúde não consta de um “relatório secreto” como foi dito esta semana por alguns autarcas. O ministro da Saúde desmentiu e explicou que só existem “documentos de trabalho” para requalificar os SAP com actividade reduzida entre as zero e as oito horas. O objectivo é concentrar as urgências apenas nos hospitais.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

hospital_santa_maria.jpgINAUGURAÇÃO – O Hospital de Santa Maria abriu na sexta-feira o Departamento de Otorrinoloringologia, Voz e Perturbações da Comunicação. As instalações e equipamento de última geração visam melhorar a resposta em consultas e cirurgias, em horário alargado. O serviço recebeu ainda o primeiro painel de Cargaleiro para um hospital.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

Finanças modernas

História do 1.º dia do novo sistema informático das repartições de Finanças. ficancas_modernas.jpg

Pompa e circunstância assinalam o fim de um dia caótico na, agora, Finanças 3

Segunda-feira, dia 26 de Março. O Serviço de Finanças de Lisboa 3 tem as atenções todas viradas para si. Foi a repartição escolhida para dar a conhecer a nova imagem da Direcção-Geral dos Impostos e dos Serviços de Finanças, na mesma data em que é transferida do Campo dos Mártires da Pátria para a rua dos Correeiros. A apresentação à comunicação social da nova ‘marca’ Finanças far-se-á às 16h30 em simultâneo com a inauguração das novas instalações. Amaral Tomás, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e Paulo Macedo, director-geral dos Impostos, serão os protagonistas da cerimónia.

A azáfama começa às 8h, altura em que os 40 funcionários chegam às novas instalações para uma formação, breve e concisa, com duração não superior a “cinco/seis minutos”, sobre o novo sistema informático em que vão passar a trabalhar dali a uma hora. Às 9h, os mais incautos batem com o nariz na porta no edifício do Campo de Santana e dirigem-se para a rua dos Correeiros. O resultado é o mesmo. Portas fechadas! Ainda não se sabe quando é que a repartição começará a trabalhar. Os funcionários carregam caixas de documentação, os computadores não funcionam, e os contribuintes fazem fila na rua. Por volta das 11h, chega a informação do chefe da ‘casa’: às 13h tudo estará pronto.

Dez minutos depois da hora marcada entram os primeiros ‘clientes’. Um funcionário, ao lado da máquina das senhas, com dez letras diferentes (de A a J), uma para cada serviço, indica qual a letra certa para cada caso. Só que os computadores não assumem as funções das letras e os sete balcões de atendimento abrem todos no formulário do IRS. Os funcionários ficam à toa e a confusão generaliza-se. Três e quatro pessoas em cada balcão, sentam-se e levantam-se sem serem atendidas. Os números das senhas passam à frente e voltam atrás sem qualquer lógica. “Arranjem-me isto, que eu quero trabalhar!”, é o primeiro grito de desespero de uma funcionária. Seguem-se os outros: “Chamei o número 5 e apareceu-me o 13. Chamo os que ficaram para trás?”; “Isto não é possível!”

O nervosismo aumenta. O desespero é tal, que os funcionários passam a pedir ajuda aos utentes: “Ajude-me lá! O G é o número de contribuinte?”. Uma hora e meia depois, o caos faz parar a repartição. Funcionários e contribuintes riem a bandeiras despregadas de uma situação que parece surreal. É que nem o multibanco funciona. Quem não tem dinheiro, pede emprestado ao vizinho do lado e fica com o seu contacto para pagar a dívida. Às 15h, porém, os ânimos exaltam-se. O sistema bloqueia. “Que palhaçada!” Inicia-se a revolta dos utentes.

“Não posso aceder a nada, carimbo só?”, pergunta uma funcionária à sua superiora. Obtém um sim como resposta e responde indignada: “E não vejo a situação?”. A questão resolve-se com um “veja no IVA, que eu também não percebo nada!”. Com um sentido de humor apurado, um outro funcionário acalma as reclamações e queixas: “Deixem lá, daqui a bocado vem aí o Amaral Tomás resolver isto!”. Mas o primeiro a chegar, 15 minutos antes da hora de fecho, é o director das repartições de Finanças da região de Lisboa, Marcelino, que pessoalmente indica aos utentes o balcão a que se devem dirigir, com alguns funcionários a fumar na rua e outros a gritar que já não conseguem respirar.

“Hoje é um dia de teste. Não quisemos implantar o sistema no Campo dos Mártires da Pátria porque íamos sair de lá. E para primeiro dia, isto até está a correr bem”, diz ao Expresso. “Ai meu Deus!”, é o desabafo da última contribuinte a ser atendida às 16h30.

“Esta nova imagem sóbria, austera, mas moderna apresenta também o mais avançado sistema informático de gestão de filas, que permitirá um melhor e mais personalizado atendimento ao público, representando um progresso significativo…”, discursa o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Depois dos aplausos e questionado pelo Expresso sobre a falta de organização com que o dia foi pautado, garante que “a pressão do público é que tornou as coisas mais complicadas”. No entanto, conclui, “a mudança foi feita com sucesso”!

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31 MAR 07]

quercus.jpgCONSUMO – Os consumidores europeus “vão ter dificuldades em escolher os produtos” ‘mais sustentáveis’ entre os produtos biológicos e os pequenos produtores serão penalizados” se for aprovada a Reforma do Regulamento Comunitário para a Agricultura Biológica. O alerta foi dado pela associação Quercus. Em causa está a aceitação de produtos de síntese química e a não rejeição de uso de transgénicos na proposta que está em discussão no Parlamento Europeu.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

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NOMEAÇÃO – Maria João Rodrigues será a nova conselheira do primeiro-ministro para os assuntos da presidência portuguesa da União Europeia, já a partir do início de Abril. A ex-ministra do Trabalho de António Guterres suspende, assim, funções em Bruxelas, onde exercia o cargo de conselheira especial da Comissão Europeia para a Estratégia de Lisboa.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

paines_solares1.jpgENERGIA – A maior central fotovoltaica do mundo foi inaugurada, na quarta-feira, em Brinches, próximo de Serpa. O empreendimento de produção de energia renovável é composto por 52 mil painéis solares, que ocupam uma área equivalente a 80 campos de futebol, e permite iluminar 8 mil lares.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

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RELATÓRIO – O Tribunal de Contas vai pronunciar-se sobre o relatório referente à Gebalis que lhe foi enviado por Sérgio Lipari Pinto, vereador do PSD da Câmara de Lisboa. O documento referia a existência de graves irregularidades financeiras naquela empresa municipal entre 2002 e 2005. O TC não o considerou uma auditoria de controlo interno, uma vez que não respeita os requisitos fundamentais para isso.

[(c)Expresso Ed. Impressa – 31.MAR.2007]

teixeira_santos.jpgO ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, sublinhou hoje, em Bruxelas, que o investimento no novo aeroporto da Ota será «essencialmente» feito pela iniciativa privada com um impacto reduzido no orçamento público

«É esforço financeiro que não é particularmente exigente para o orçamento de Estado, o recurso a dinheiros públicos é muito limitado», disse o responsável governamental referindo-se ao aeroporto da Ota à margem de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.

Teixeira dos Santos referiu que «está claramente reconhecido que o aeroporto de Lisboa já dá sinais de esgotamento da sua capacidade» e que «os estudos técnicos apontam como a localização adequada a Ota».

O novo aeroporto irá assim receber dinheiros públicos nacionais e comunitários.

Num documento enviado para Bruxelas sobre o Programa Operacional Desenvolvimento Territorial, o novo aeroporto é mencionado como candidato potencial para uma ajuda de 170 milhões de euros do Fundo de Coesão, num investimento total no projecto de três mil milhões.

[(c)Lusa/Sol – 27 MAR 07]

O ex-ministro do Equipamento João Cravinho disse hoje à agência Lusa continuar favorável a um aeroporto na Ota, admitiu que se reexamine a questão mas defendeu que a obra tem de ser ao Norte do Tejo

João Cravinho era o ministro com a tutela das obras públicas, transportes e comunicações em 1999, quando a Ota foi escolhida pelo Governo socialista de António Guterres para local do novo aeroporto internacional de Lisboa.

«Continuo pela Ota porque não surgiu nenhum estudo conclusivo, fundamentado e profundo que demonstrasse que a Ota não é a melhor solução», declarou à Lusa o administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).

Contudo, Cravinho acrescentou que «se houver factos novos, há que reexaminar a questão à luz desses factos», considerando que deve-se «aguardar pelo relatório mais profundo sobre a capacidade da Ota» da empresa Navegação Aérea de Portugal (NAV).

O estudo da NAV, divulgado este mês pelo semanário Sol, indica que o futuro aeroporto da Ota estará saturado em 13 anos, muito abaixo dos 50 anos previstos pelo Governo, e que o espaço aéreo será condicionado pela proximidade da base militar de Monte Real.

«Com base nos elementos disponíveis até meados do ano passado não vejo nenhuma razão para se alterar a decisão. Se me disserem que há elementos completamente novos, há que ponderar a situação», reforçou João Cravinho.

No entanto, o ex-deputado do PS, que renunciou ao mandato em Janeiro para administrar o BERD em Londres, defendeu que o novo aeroporto «tem de ser acima do Tejo», excluindo dessa forma as localizações sugeridas recentemente próximas de Rio Frio.

Cravinho resumiu que «há acordo sobre a necessidade de um novo aeroporto» mas há duas alternativas: um aeroporto regional ou um com características de hub nacional, ou seja, um aeroporto central vocacionado para ligações a voos internacionais ou de longa distância.

«A península de Setúbal afasta-se da melhor localização nacional, é como se estivéssemos a escolher apenas um aeroporto regional», alegou, em seguida, acentuando que nunca teve «a menor dúvida» de que o novo aeroporto tem de ser um hub.

Segundo o ex-ministro do Equipamento, em 1999 «escolheu-se a Ota porque de todas as localidades ao Norte de Lisboa era a que tinha melhores condições» e esta «está muito mais bem situada do que a península de Setúbal» para um aeroporto central.

Quanto aos custos, Cravinho admitiu que será «porventura mais cara» a construção nos terrenos da Ota, mas frisou que não se pode esquecer o objectivo da obra, referindo que «era muito mais barato um aeroporto em Mértola» ou «em Beja» e concluindo que «o que é barato sai caro muitas vezes».

Além disso, de acordo com o socialista, os terrenos sugeridos junto a Rio Frio «são muito condicionados porque a península de Setúbal é extremamente frágil do ponto de vista ambiental», enquanto na Ota há fragilidades ambientais também, mas muito

Questionado sobre a futura ligação à alta velocidade, João Cravinho respondeu: «Nunca me disseram que a Ota tem dificuldades em ser servida por TGV. É perfeitamente acessível, como seria a península de Setúbal».

Ainda sobre o estudo da NAV, Cravinho considerou que “a sua metodologia foi contestada, há que aprofundar” e caso “se confirmar que há grandes limitações é preciso ponderar, a todo e qualquer momento se houver uma prova há que raciocinar”.

         “Agora, não se anda a mudar de localização só porque há uns senhores que não gostam”, sublinhou, afirmando que “o Governo está a avançar com o processo com todas as cautelas e muito bem”.

         Em defesa da Ota, o ex-deputado do PS disse ainda que um novo aeroporto nesse local “não vai prejudicar Pedras Rubras”, no Porto, e “vai beneficiar sobretudo a população do Norte”, que “vai ter mais escolhas” de voos.

         O ex-ministro afirmou, por outro lado, que “a ideia de que se só e estudaram duas opções – Ota e Rio Frio – é de pessoas que não conhecem o dossier”, e “é como dizer que só houve duas equipas na Taça de Portugal porque só se olha para os finalistas”.

         “Quando se tomou a decisão em 1999 pediu-se aos aeroportos de Paris que considerassem todas as hipóteses estudadas e ainda outras, como Santo Estêvão, que há tinha uma utilização pelo grupo Espírito Santo que a inibia, e Salvaterra de Magos”, disse.

[(c)Lusa/Sol – 27 MAR 07]

O centro de instrução da Força Aérea Portuguesa (FAP) vai deixar a Ota dentro de três anos, em 2010, ano em que está previsto o início das obras do novo aeroporto, e passar para a base de Ovar

Um porta-voz da FAP disse à Agência Lusa que a decisão de transferir as instalações do Centro de Formação Militar e Técnica para Ovar foi tomada, no início do mês, pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Luís Araújo.

De acordo com o despacho do CEMFA, citado na edição de hoje do Jornal de Notícias, o general Luís Araújo argumenta com o facto de a localização do aeroporto ter sido «decidida em 2000 e corroborada pelo actual Governo».

«O processo de transferência será longo e coincidirá com o início das obras na Ota do novo aeroporto», disse a mesma fonte.

As obras do novo aeroporto internacional da Ota, orçamentado em três mil milhões de euros, estão programadas pelo Governo para arrancarem em 2010 e a inauguração poderá acontecer sete anos depois, em 2017.

A mesma fonte explicou que «o que conta» para a Força Aérea é que a decisão está tomada pelo Executivo e não o debate e a polémica em torno da localização do novo aeroporto na Ota, que PSD, CDS-PP, técnicos e especialistas querem que seja repensada.

Anualmente, passam pelo Centro de Formação Militar e Técnica da FAP mais de 1.500 militares, para receber formação técnica em várias áreas, desde controladores aéreos a técnicos de meteorologia e é lá que existem os simuladores de voo para os pilotos.

A transferência do centro para Ovar implicará, segundo a mesma fonte, a adaptação do Aeródromo de Manobra nº 1, uma base NATO, às novas funções, provavelmente com a construção de novas instalações.

[(c)Lusa/Sol – 27 MAR 07]

O arranque da construção do novo aeroporto da Ota e do TGV é «fundamental» para alavancar o sector da construção e colocar Portugal no ciclo da Europa, disse hoje à agência Lusa o presidente da federação do sector

Para o presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), Reis Campos, a Ota e o TGV representam um investimento global a rondar os 11 mil milhões de euros, correspondentes a 25 por cento daquilo que será «o grande investimento do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional]».

«É uma pena que a esta altura ainda se esteja a discutir problemas de natureza técnica. Precisamos de um sinal do Estado e não de desperdício do capital disponível», comentou.

É que, para Reis Campos, Portugal não se pode «dar ao luxo» de desperdiçar esta oportunidade para conseguir arrancar com estes investimentos entre 2007 e 2013, porque o futuro do sector da construção depende destes projectos.

«Esta imagem é péssima, quer para o sector, quer para o país», frisou. Sobre a localização do novo aeroporto, Reis Campos afirmou desconhecer qual o melhor local para o projecto, mas frisou que depois de um ciclo de cinco anos de recessão, da «desilusão da lei das rendas» e dos sucessivos cortes de investimento público, resultado das restrições orçamentais, esta poderá ser mesmo a «última oportunidade para o sector».

«Devíamos estar no ciclo do resto da Europa e estamos em contra-ciclo. Portugal é o único país que desinveste em construção», conclui.

[(c)Lusa/Sol – 27 MAR 07]

Fernando Santo defendeu a noite passada que seja estudada uma nova localização para o novo aeroporto de Lisboa, na margem sul do rio Tejo

Fernando Santo, que falou durante o programa televisivo Prós e Contras da RTP 1 sobre o novo aeroporto de Lisboa, projectado para a Ota, defendeu o estudo de uma alternativa, depois de José Manuel Viegas, professor do Instituto Superior Técnico (IST), ter apresentado como novas possíveis localizações as zonas do Poceirão e de Faias, na margem sul do Tejo.

«Considero que se deve dar uma oportunidade ao estudo de uma alternativa», disse o bastonário da Ordem dos Engenheiros. Fernando Santo criticou também o processo que levou à escolha do local para a construção do novo aeroporto, porque não previa a existência de uma «alternativa zero», ou seja, os estudos poderem concluir que a infra-estrutura não podia ser construída nem na Ota nem em Rio Frio.

Também o consultor da NAER, Artur Ravara, considerou que, «se houvesse uma maneira de respeitar o prazo de [construir o aeroporto até] 2017, o bom senso era reconsiderar a localização».

No entanto, Ravara afirmou que os estudos necessários a uma nova localização para o aeroporto iam traduzir-se em entre três e cinco anos de atraso na construção da infra-estrutura.

Para o bastonário, a execução de estudos preliminares para a nova localização resultaria num atraso entre seis meses e um ano.

José Manuel Viegas afirmou que mesmo com a necessidade de mais estudos, a construção poderia ser ainda mais rápida que na Ota, utilizando a mesma técnica que no aeroporto de Chicago, que começou por construir apenas uma pista e uma gare, começando a utilizá-las enquanto era construído o resto da infra-estrutura.

«Com esta técnica, o aeroporto inaugural [com uma pista e uma gare] poderia estar a funcionar em 2014 ou 2015», afirmou. Ravara afirmou, também, que a abertura do concurso para privatização da ANA – Aeroportos de Portugal, operação que está ligada à construção do novo aeroporto, está apontado para Setembro deste ano.

[(c)Lusa/Sol – 27 MAR 07]

Marcelo Rebelo de Sousa aconselhou hoje o Governo a aguardar pelo estudo encomendado por um grupo de empresários sobre o futuro aeroporto da Ota, sublinhando que aquele projecto não pode ser encarado como «uma questão pessoal»

Em declarações aos jornalistas no final de uma conferência organizada pela Sociedade de História da Independência de Portugal, o ex-líder social-democrata defendeu que o executivo socialista deve «ponderar os prós e contras» da construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa na Ota e, nesse sentido, aguardar pelo estudo encomendado por empresários.

«Não vejo porque não aguardar», afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, adiantando que esse estudo, encomendado por «empresários», entre os quais o presidente da Confederação da Industria Portuguesa, Francisco Van Zeller, «deverá estar concluído dentro de um mês e meio a dois meses».

«Se fosse preciso esperar anos por esse estudo, eu ainda entendia, mas só são dois meses», acrescentou o professor universitário.

Marcelo Rebelo de Sousa revelou ainda ter informações que esse estudo irá apontar para uma localização alternativa à Ota, «com vantagem na duração e na área de expansão», além de «um custo inferior».

«O Governo deve esperar», insistiu Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que um investimento desta importância deve ser «tratado com cabeça fria».

«Não pode ser uma questão pessoal. Não pode ser vista em termos pessoais, é demasiado importante», sublinhou, numa crítica implícita ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que disse já que a construção do novo aeroporto da Ota é um «compromisso pessoal».

Interrogado sobre qual deverá ser o papel do Presidente da República nesta questão, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que Cavaco Silva deverá ter um «papel de magistério e aconselhamento».

Contudo, acrescentou, Cavaco Silva não se poderá substituir ao Governo, que terá de tomar a decisão política, apesar de «no dia-a-dia» ter a faculdade de ir utilizando uma «pistola de alarme».

«Tem a bomba atómica, mas que só deve ser utilizada em situações raríssimas, porque se trata de demitir o Governo. No dia-a-dia tem uma pistola de alarme», disse.

Uma ‘pistola’ que, para Marcelo Rebelo de Sousa, tem sido utilizada pelo Presidente da República nas últimas semanas.

«Já tem andado a dar tiros de alarme. Mas tem ficado por aí, o que acho que é sensato», afirmou.

Há cerca de duas semanas, quando questionado pelos jornalistas acerca do novo aeroporto da Ota, Cavaco Silva escusou-se a «entrar em polémica pública» sobre a construção daquela infra-estrutura, mas lembrou que a União Europeia exige estudos «custo-benefício» para projectos desta envergadura.

«A União Europeia, para financiar quaisquer projectos de certa dimensão, exige uma avaliação de custo-benefício, em que sejam considerados os benefícios monetários e económicos mas também aqueles que são intangíveis», afirmou Cavaco Silva, recusando falar sobre a localização do novo aeroporto por «tratar-se de uma decisão técnica».

[(c)Lusa/Sol – 26 MAR 07]

Inag acusado de “falta de competência”

O mar destruiu hoje parte das obras de recuperação do paredão feitas pelo Instituto da Água na Costa da Caparica, voltando a assorear a vala que tem servido de barreira ao Clube de Campismo de Lisboa.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, António Neves, esta nova investida do mar deve-se à “falta de competência do Instituto da Água” (Inag), já que as obras de sustentação do paredão foram iniciadas terça-feira, “não dando tempo suficiente para que o rombo de mais de 60 metros frontal ao parque de campismo fosse completamente tapado”.
Durante o pico de maré, cerca de 21 horas, existe no paredão uma zona aberta que serve de passagem do mar para a zona da vala.
Actualmente a vala está de novo completamente assoreada o que, diz António Neves, poderá provocar uma danificação do sistema de bombagem das águas residuais na Costa da Caparica e consequentemente “inundar por completo a cidade”.
O presidente da junta de freguesia acrescentou ainda que a situação não está pior porque o vento tem soprado de terra para mar, servindo de travão para o avanço da água.
[Público] [Local]

Mar voltou a galgar o paredão

O mar voltou a galgar o paredão situado em frente ao Clube de Campismo de Lisboa, na Costa da Caparica. As marés vivas do equinócio de Primavera e a mudança de Lua ameaçam tornar a situação ainda pior, pelo menos até quarta-feira.
A direcção do parque de campismo já fez saber que vai pedir uma indemnização ao Estado pelos danos provocados pelas marés vivas na Costa da Caparica. Pelo menos 50 tendas foram inundadas. Os prejuízos ainda estão a ser contabilizados, mas, segundo a direcção do parque, ascendem aos milhares de euros. Indignado com a situação na Costa da Caparica, o presidente da junta atribui responsabilidades ao presidente do INAG.

[SIC] [Vida]